segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Fotografia VII


Daguerreotipia
Daguerre

Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), durante alguns anos causou sensação em Paris com o seu “diorama”, um espetáculo composto de enormes painéis translúcidos , pintados por intermédio da câmara escura, que produziam efeitos visuais (fusão, tridimensionalidade) através de iluminação controlada no verso destes painéis; através dos irmãos Chevalier, que eram óticos em Paris Daguerre entrou em contato com Niépce, ambos buscavam obter imagens impressas quimicamente. Mantiveram correspondência durante algum tempo e em 1829 firmaram uma sociedade objetivando aperfeiçoar a heliografia, compartilhando seus conhecimentos. Esta sociedade não deu certo; Daguerre constatou que o betume da Judéia tinha grandes limitações, resolveu prosseguir sozinho nas pesquisas com a prata halógena. Na câmara escura, expunha placas recobertas com prata polida e sensibilizadas sobre o vapor de iodo, formando uma capa de iodeto de prata sensível à luz.

A canção da Daguerreotipia 1839

Passara-se dois anos da morte de Niépce, quando Daguerre descobriu que uma imagem quase invisível, latente, podia se revelar com o vapor de mercúrio, desse modo o tempo de exposição era reduzido e horas para minutos. Em todas as partes atingidas pela luz, o mercúrio criara um amálgama de grande brilho, formando as áreas claras da imagem. Após a revelação que era controlada, a placa com a imagem era submetida a um banho fixador, que dissolvia os halogenetos de prata não revelados, formando as áreas escuras da imagem. A princípio o sal de cozinha (cloreto de sódio) foi utilizado como fixador, posteriormente substituído por tiossulfato de sódio (hypo) que garantia maior durabilidade à imagem; a esse processo deu-se o nome de Daguerreotipia.
Daguerre divulgou seu processo em 7 de janeiro de 1839, e no mesmo ano no dia 19 de agosto a Academia de Ciências de Paris, tornou o processo a acessível ao público. Daguerre também foi pintor decorador.
Equipamento completo para a Daguerreotipia
Suporte para fixar a cabeça usado na época de Daguerre
Daguerreotipia


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Fotografia VI



Niépce e a sua heliografia
No ano de 1793 o oficial da marinha francesa Joseph Nicéphore Niépce juntamente com seu irmão Claude, durante sua temporada em Cagliari tenta obter imagens gravadas quimicamente com a câmara escura. Retira-se do serviço militar aos 40 anos, para dedicar-se a inventos técnicos. A litografia era muito popular na França naqueles tempos, e como Niépce não tinha habilidade para o desenho, tentava obter com a câmara escura uma imagem permanente sobre o material litográfico de imprensa; para tanto recobriu um papel com cloreto de prata e expôs durante várias horas na câmara escura, obtendo uma fraca imagem parcialmente fixadas com ácido nítrico; mas estas imagens eram em negativo e ele necessitava de imagens em positivo , para utilizar como placa de impressão, isto fez com que ele fizesse novas tentativas.
Nicéphore Niépce 1795

Niépce-Heliografia do Cardeal D'Amboise

A primeira fotografia

Depois de anos de tentativas, Niépce recobriu uma placa de estanho com betume branco da Judéia que endurecia quando exposto à luz, nas parte não afetadas o betume era retirado com uma solução de essência de alfazema. Em 1826, expondo uma dessas placas durante aproximadamente 8 horas na sua câmara escura que fora fabricada por Chevalier, um ótico parisiense, obteve uma imagem do quintal de sua casa, muito embora não servisse para litografia e não possuísse meios tons, ela é em geral considerada pela maioria das autoridades no assunto como a primeira fotografia. Esse processo foi denominado por Niépce como Heliografia, gravura com a luz solar.

Niépce em 1829 substitui as placas de metal revestidas de prata por estanho, e escurece as sombras com vapor de iodo. No contrato de sociedade com Daguerre, esse processo foi detalhado e a partir destas informações descobriu-se em 1831 a sensibilidade da prata iodizada à luz. Niépce morreu no ano de 1833, deixando a sua obra nas mãos de Daguerre.
Primeira fotografia de Niépce em 1826


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Hoje ainda é dia de rock


 Dia Internacional do Rock


Por que 13 de julho?

A data foi instituída após o enorme sucesso do Live Aid, o festival de rock que aconteceu no dia 13 de julho de 1985 em Londres e na Filadélfia, cuja renda foi revertida para ajudar as milhares de pessoas que passavam (e ainda passam) fome na Etiópia.

Por causa da importância da atitude daquele dia, o rock ganhou uma data comemorativa no calendário.

Pequena coletânia com imagens daqueles que fizeram parte da história do rock.
 


Mais informações:
http://www.portaldorock.com.br/liveaid.htm
 

Fonte: 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Projeto "GreenPincel"

Projeto “GeenPincel”  - Eduardo Kobra


Projeto iniciado em março. pretende denunciar e combater, artisticamente, as várias formas de agressão à natureza”.
 
Mais sobre o artista
 

Kobra é um expoente da neo-vanguarda paulista. Seu talento brota por volta de 1987, no bairro do Campo Limpo com o pixo e o graffiti, caros ao movimento Hip Hop, e se espalha pela cidade. Com os desdobramentos que a arte urbana ganhou em São Paulo, ele derivou – com o Studio Kobra, criado nos anos 90 – para um muralismo original – inspirado em muitos artistas, especialmente os pintores mexicanos – beneficiando-se das características de artista experimentador, bom desenhista e hábil pintor realista. Suas criações são ricas em detalhes, que mesclam realidade e um certo “transformismo” grafiteiro.



 Rua Domingos de Moraes, em frente à estação Vila Mariana do Metrô.




 Imagem de computador mostra como ficará mural na Avenida Rebouças (Foto: Divulgação)
 “Welcome to Amazônia”, na altura do número 167 da Avenida Rebouças

 “CO2” também recebe os retoques finais na Rua Alvarenga, 2.400, na Zona Oeste de São Paulo.



 
Para saber mais:

http://eduardokobra.com/
http://www.portocultura.com.br/2011/com-novo-mural-na-vila-mariana-eduardo-kobra-inicia-o-projeto-greenpincel/
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/07/artista-lanca-em-sp-murais-de-alerta-contra-agressoes-ao-ambiente.html
www.youtube.com/watch?v=2rSKqJ0Aib8

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Exposição João Cândido

Exposição João Cândido segue até dia 27 em Mauá




“Cada vez mais nossa juventude tem sido contra a discriminação e o preconceito. Além disso, está sendo criada uma série de políticas no Brasil que favoreça a igualdade e isso reforça a necessidade de continuarmos a luta”, disse o prefeito de Mauá, Oswaldo Dias, na noite de abertura da exposição Joâo Cândido – A Luta pelos Direitos Humanos.
A inauguração da mostra contou também com a apresentação musical do grupo de samba Pega o Lenço e Vai, além da presença de munícipes, secretários municipais e representante do Legislativo.
Conhecido como Almirante Negro, João Cândido foi líder da Revolta da Chibata, ocorrida em 1910 no País. Ele era contra os maus tratos e castigos impostos aos marinheiros negros e mulatos, que tinham os corpos feridos com chibatadas mesmo 22 anos após a escravidão ter terminado, com a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel.
A exposição, organizada pela Secretaria de Educação por meio da coordenadoria de Igualdade Racial e em parceria com a Fundação Banco do Brasil, segue até 27 de maio no espaço térreo do Centro de Formação de Professores (Rua Rio Branco, 183, Centro). A visitação é de segunda a sexta, das 9h às 21h e tem entrada gratuita.

Por Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Mauá
Fonte:http://mauavirtual.com.br

Para saber mais:
http://www.cefetsp.br/edu/eso/patricia/revoltachibata.html
http://extra.globo.com/noticias/rio/revolta-da-chibata-filho-de-joao-candido-fala-sobre-centenario-373399.html
http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=2896
http://correionago.ning.com/profiles/blogs/joao-candido-e-a-revolta-da

quinta-feira, 5 de maio de 2011

FOTOGRAFIA V

FOTOGRAFIA V



Wedgwood


Em 1802, Thomas Wedgwood obteve êxito na impressão de silhuetas de folhas e vegetais sobre couro, fato que foi divulgado por Sir Humphrey Davy no Journal of the Royal Intitutuion. Thomas era filho mais moço de Josiah Wedgwood, cientista amador e ceramista inglês, conhecedor do processo de Schulze, obteve essas imagens mediante a ação da luz sobre o couro branco impregnado de nitrato de prata; mas não conseguiu eliminar o nitrato de prata que não se transformou em prata metálica(a “fixação”); mesmo depois de lavadas e envernizadas, elas escureciam totalmente quando expostas a luz. Thomas aprendera a usar a câmara escura com seu pai, utilizava para auxiliar seus desenhos de grandes casas de campo, que eram utilizadas na decoração das cerâmicas da Etruria (antiga região da Itália-Etrusco); o conhecimento sobre o nitrato de prata aprendera com seu tutor Alexander Chisholm, que fora ajudante do químico Dr. Willian Lewis o primeiro a publicar em 1763 as investigações de Schulze. Thomas Wedgwood não consegui obter imagens impressas com auxílio da câmara escura devido a sua morte prematura aos 34 anos.
O químico Karl Wilhelm Scheele, em 1777 descobre que o amoníaco atua satisfatoriamente com fixador.
Thomas Wedgwood 1771-1805

Fontes: www.kodak.com; www.wikipedia.org; www.cotianet.com.br; www.fujifilm.com.br.

terça-feira, 29 de março de 2011

Poetizando o Apocalipse

Pablo Neruda

Pablo Neruda, nascido e falecido no Chile (1904-1973), foi uma das vozes mais altas da poesia mundial do nosso tempo. Sintetizou a consciência política, o lirismo romântico e um profundo domínio da linguagem poética. Admirado internacionalmente, recebeu em 1971 a máxima  horária literária: o Prémio Nobel de Literatura. Entre as sua principais obras, estão: Cem sonetos de amor, Últimos poemas, Canto geral e Confesso que vivi. (Livro das Perguntas - L&PM -2004/2008)

XXXVI

Não será por fim a morte
uma cozinha interminável?

Que farão teus ossos desagregados,
buscarão oura vez tua forma?

Se fundirá tua destruição
em outra forma  e em outra luz?

Formarão parte teus vermes
de cães ou de borboletas?

XXXIV

Com as virtudes que olvidei
posso fazer um traje novo?

Por que os melhores rios
foram correr na França?

Por que não amanhece na Bolívia
desde a noite de Guevara?

E busca ali os assassinos
seu coração assassinado?

Tem primeiro gosto a lágrimas
as uvas negras do deserto?