terça-feira, 12 de julho de 2011

Projeto "GreenPincel"

Projeto “GeenPincel”  - Eduardo Kobra


Projeto iniciado em março. pretende denunciar e combater, artisticamente, as várias formas de agressão à natureza”.
 
Mais sobre o artista
 

Kobra é um expoente da neo-vanguarda paulista. Seu talento brota por volta de 1987, no bairro do Campo Limpo com o pixo e o graffiti, caros ao movimento Hip Hop, e se espalha pela cidade. Com os desdobramentos que a arte urbana ganhou em São Paulo, ele derivou – com o Studio Kobra, criado nos anos 90 – para um muralismo original – inspirado em muitos artistas, especialmente os pintores mexicanos – beneficiando-se das características de artista experimentador, bom desenhista e hábil pintor realista. Suas criações são ricas em detalhes, que mesclam realidade e um certo “transformismo” grafiteiro.



 Rua Domingos de Moraes, em frente à estação Vila Mariana do Metrô.




 Imagem de computador mostra como ficará mural na Avenida Rebouças (Foto: Divulgação)
 “Welcome to Amazônia”, na altura do número 167 da Avenida Rebouças

 “CO2” também recebe os retoques finais na Rua Alvarenga, 2.400, na Zona Oeste de São Paulo.



 
Para saber mais:

http://eduardokobra.com/
http://www.portocultura.com.br/2011/com-novo-mural-na-vila-mariana-eduardo-kobra-inicia-o-projeto-greenpincel/
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/07/artista-lanca-em-sp-murais-de-alerta-contra-agressoes-ao-ambiente.html
www.youtube.com/watch?v=2rSKqJ0Aib8

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Exposição João Cândido

Exposição João Cândido segue até dia 27 em Mauá




“Cada vez mais nossa juventude tem sido contra a discriminação e o preconceito. Além disso, está sendo criada uma série de políticas no Brasil que favoreça a igualdade e isso reforça a necessidade de continuarmos a luta”, disse o prefeito de Mauá, Oswaldo Dias, na noite de abertura da exposição Joâo Cândido – A Luta pelos Direitos Humanos.
A inauguração da mostra contou também com a apresentação musical do grupo de samba Pega o Lenço e Vai, além da presença de munícipes, secretários municipais e representante do Legislativo.
Conhecido como Almirante Negro, João Cândido foi líder da Revolta da Chibata, ocorrida em 1910 no País. Ele era contra os maus tratos e castigos impostos aos marinheiros negros e mulatos, que tinham os corpos feridos com chibatadas mesmo 22 anos após a escravidão ter terminado, com a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel.
A exposição, organizada pela Secretaria de Educação por meio da coordenadoria de Igualdade Racial e em parceria com a Fundação Banco do Brasil, segue até 27 de maio no espaço térreo do Centro de Formação de Professores (Rua Rio Branco, 183, Centro). A visitação é de segunda a sexta, das 9h às 21h e tem entrada gratuita.

Por Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Mauá
Fonte:http://mauavirtual.com.br

Para saber mais:
http://www.cefetsp.br/edu/eso/patricia/revoltachibata.html
http://extra.globo.com/noticias/rio/revolta-da-chibata-filho-de-joao-candido-fala-sobre-centenario-373399.html
http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=2896
http://correionago.ning.com/profiles/blogs/joao-candido-e-a-revolta-da

quinta-feira, 5 de maio de 2011

FOTOGRAFIA V

FOTOGRAFIA V



Wedgwood


Em 1802, Thomas Wedgwood obteve êxito na impressão de silhuetas de folhas e vegetais sobre couro, fato que foi divulgado por Sir Humphrey Davy no Journal of the Royal Intitutuion. Thomas era filho mais moço de Josiah Wedgwood, cientista amador e ceramista inglês, conhecedor do processo de Schulze, obteve essas imagens mediante a ação da luz sobre o couro branco impregnado de nitrato de prata; mas não conseguiu eliminar o nitrato de prata que não se transformou em prata metálica(a “fixação”); mesmo depois de lavadas e envernizadas, elas escureciam totalmente quando expostas a luz. Thomas aprendera a usar a câmara escura com seu pai, utilizava para auxiliar seus desenhos de grandes casas de campo, que eram utilizadas na decoração das cerâmicas da Etruria (antiga região da Itália-Etrusco); o conhecimento sobre o nitrato de prata aprendera com seu tutor Alexander Chisholm, que fora ajudante do químico Dr. Willian Lewis o primeiro a publicar em 1763 as investigações de Schulze. Thomas Wedgwood não consegui obter imagens impressas com auxílio da câmara escura devido a sua morte prematura aos 34 anos.
O químico Karl Wilhelm Scheele, em 1777 descobre que o amoníaco atua satisfatoriamente com fixador.
Thomas Wedgwood 1771-1805

Fontes: www.kodak.com; www.wikipedia.org; www.cotianet.com.br; www.fujifilm.com.br.

terça-feira, 29 de março de 2011

Poetizando o Apocalipse

Pablo Neruda

Pablo Neruda, nascido e falecido no Chile (1904-1973), foi uma das vozes mais altas da poesia mundial do nosso tempo. Sintetizou a consciência política, o lirismo romântico e um profundo domínio da linguagem poética. Admirado internacionalmente, recebeu em 1971 a máxima  horária literária: o Prémio Nobel de Literatura. Entre as sua principais obras, estão: Cem sonetos de amor, Últimos poemas, Canto geral e Confesso que vivi. (Livro das Perguntas - L&PM -2004/2008)

XXXVI

Não será por fim a morte
uma cozinha interminável?

Que farão teus ossos desagregados,
buscarão oura vez tua forma?

Se fundirá tua destruição
em outra forma  e em outra luz?

Formarão parte teus vermes
de cães ou de borboletas?

XXXIV

Com as virtudes que olvidei
posso fazer um traje novo?

Por que os melhores rios
foram correr na França?

Por que não amanhece na Bolívia
desde a noite de Guevara?

E busca ali os assassinos
seu coração assassinado?

Tem primeiro gosto a lágrimas
as uvas negras do deserto?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Fotografia IV

Fotografia IV
O cientista italiano Ângelo Sala, em 1604, observa que um certo composto de prata se escurecia quando exposto ao sol, acreditava-se que reagia ao calor; o mesmo efeito foi observado anos antes pelo alquimista Fabrício com o cloreto de prata.

Johann Heinrich Schulz (1687-1744)

Foi somente em 1727, que um professor de anatomia da universidade alemã de Altdorf, Johann Heirich Schulze, após notar que um vidro que continha ácido nítrico, prata e gesso se escurecia quando exposto à luz proveniente da janela; por eliminação, demonstrou que os cristais de prata halogena (halógeno= cloro, bromo,, iodo e flúor) ao receberem luz e não calor como se pensava, se transformavam em prata metálica negra. A intenção de suas pesquisas era a fabricação artificial de pedras luminosas de fósforo. Por sua observações terem acontecido acidentalmente e por não ter utilidade prática na época Schulze cedeu suas descoberta à Academia Imperial de Altdorf em Nürenberg, na apresentação intitulada “De como descobri o portador da Escuridão ao tentar descobrir o portador da luz”. Schulze foi o pai da fotoquímica.
Em 1790, o físico Charles realizou impressões de silhuetas em folhas impregnadas de cloreto de prata.
Johann Heinrich Schulze 1740

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Poetizando o Apocalipse


Florbela Espanca


Biografia
Mesmo antes de seu nascimento, a vida de Florbela Espanca já estava marcada pelo inesperado, pelo dramático, pelo incomum.
Seu pai, João Maria Espanca era casado com Maria Toscano. Como a mesma não pôde dar filhos ao marido, João Maria se valeu de uma antiga regra medieval, que diz que quando de um casamento não houver filhos, o marido tem o direito de ter os mesmos com outra mulher de sua escolha. Assim, no dia 8 de dezembro de 1894 nasce Flor Bela Lobo, filha de Antónia da Conceição Lobo. João Maria ainda teve mais um filho com Antónia, Apeles. Mais tarde, Antónia abandona João Maria e os filhos passam a conviver com o pai e sua esposa, que os adotam.
Florbela entra para o curso primário em 1899, passando a assinar Flor d’Alma da Conceição Espanca. O pai de Florbela foi em 1900 um dos introdutores do cinematógrafo em Portugal. A mesma paixão pela fotografia o levará a abrir um estúdio em Évora, despertando na filha a mesma paixão e tomando-a como modelo favorita, razão pela qual a iconografia de Florbela, principalmente feita pelo pai, é bastante extensa.
Em 1903, aos sete anos, faz seu primeiro poema, A Vida e a Morte. Desde o início é muito clara sua precocidade e preferência a temas mais escusos e melancólicos.
Em 1908 Antônia Conceição, mãe de Florbela, falece. Florbela então ingressa no Liceu de Évora, onde permanece até 1912, fazendo com que a família se desloque para essa cidade. Foi uma das primeiras mulheres a ingressar no curso secundário, fato que não era visto com bons olhos pela sociedade e pelos professores do Liceu. No ano seguinte casa-se no dia de seus 19 anos com Alberto Moutinho, colega de estudos.
O casal mora em Redondo até 1915, quando regressa à Évora devido a dificuldades financeiras. Eles passam a morar na casa de João Maria Espanca. Sob o olhar complacente de Florbela ele convive abertamente com uma empregada, divorciando-se da esposa em 1921 para casar-se com Henriqueta de Almeida, a então empregada.
Voltando a Redondo em 1916, Florbela reúne uma seleção de sua produção poética de 1915 e inaugura o projeto Trocando Olhares, coletânea de 88 poemas e três contos. O caderno que deu origem ao projeto encontra-se na Biblioteca Nacional de Lisboa, contendo uma profusão de poemas, rabiscos e anotações que seriam mais tarde ponto de partida para duas antologias, onde os poemas já devidamente esclarecidos e emendados comporão o Livro de Mágoas e o Livro de Soror Saudade.
Regressando a Évora em 1917 a poetisa completa o 11º ano do Curso Complementar de Letras, e logo após ingressa na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Após um aborto involuntário, se muda para Quelfes, onde apresenta os primeiros sinais sérios de neurose. Seu casamento se desfaz pouco depois.
Em junho de 1919 sai o Livro de Mágoas, que apesar da poetisa não ser tão famosa faz bastante sucesso, esgotando-se rapidamente. No mesmo ano passa a viver com Antônio Guimarães, casando-se com ele em 1921. Logo depois Florbela passa a trabalhar em um novo projeto que a princípio se chamaria Livro do Nosso Amor ou Claustro de Quimeras. Por fim, torna-se o Livro de Soror Saudade, publicado em janeiro de 1923.
Após mais um aborto separa-se pela segunda vez, o que faz com que sua família deixe de falar com ela. Essa situação a abalou muito. O ex-marido abriu mais tarde em Lisboa uma agência, “Recortes”, que enviava para os respectivos autores qualquer nota ou artigo sobre ele. O espólio pessoal de Antônio Guimarães reúne o mais abundante material que foi publicado sobre Florbela, desde 1945 até 1981, ano do falecimento do ex-marido. Ao todo são 133 recortes.
Em 1925 Florbela casa-se com Mário Lage no civil e no religioso e passa a morar com ele, inicialmente em Esmoriz e depois na casa dos pais de Lage em Matosinhos, no Porto.
Passa a colaborar no D. Nuno em Vila Viçosa, no ano de 1927, com os poemas que comporão o Charneca em Flor. Em carta ao diretor do D. Nuno fala da conclusão de Charneca em Flor, e fala também da preparação de um livro de contos, provavelmente O Dominó Preto.
No mesmo ano Apeles, irmão de Florbela, falece em um trágico acidente, fato esse que abalou demais a poetisa. Ela aferra-se à produção de As Máscaras do Destino, dedicando ao irmão. Mas então Florbela nunca mais será a mesma, sua doença se agrava bastante após o ocorrido.
Começa a escrever seu Diário de Último Ano em 1930. Passa a colaborar nas revistas Portugal Feminino e Civilização, trava também conhecimento com Guido Batelli, que se oferece para publicar Charneca em Flor. Florbela então revê em Matosinhos as provas do livro, depois de tentar o suicídio, período em que a neurose se agrava e é diagnosticado um edema pulmonar.
Em dois de dezembro de 1930, Florbela encerra seu Diário do Último Ano com a seguinte frase: “… e não haver gestos novos nem palavras novas.” Às duas horas do dia 8 de dezembro – no dia do seu aniversário Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal. Algumas décadas depois seus restos mortais são transportados para Vila Viçosa, “… a terra alentejana a que entranhadamente quero”.

Alguns Poemas


Doce Certeza
Por essa vida fora hás-de adorar
Lindas mulheres, talvez; em ânsia louca,
Em infinito anseio hás de beijar
Estrelas d´ouro fulgindo em muita boca!

Hás de guardar em cofre perfumado
Cabelos d´ouro e risos de mulher,
Muito beijo d´amor apaixonado;
E não te lembrarás de mim sequer…
Hás de tecer uns sonhos delicados…
Hão de por muitos olhos magoados,
Os teus olhos de luz andar imersos!…

Mas nunca encontrarás p´la vida fora,
Amor assim como este amor que chora
Neste beijo d´amor que são meus versos!…
Florbela Espanca - Trocando olhares - 06/06/1916
Meu Portugal
Meu Portugal querido,minha terra
De risos e quimeras e canções
Tens dentro em ti,esse teu peito encerra,
Tudo que faz bater os corações !
Tens o fado. A Canção triste e bendita
Que todos cantam pela vida fora;
O fado que dá vida e que palpita
Na calma da guitarra onde mora !
Tu tens também a embriaguês suave
Dos campos, da pisagem ao sol poente,
E esse sol é como um canto d’ave
Que expira à beira-mar, suavemente…
Tu tens, ó Pátria minha, as raparigas
Mais fescas, mais gentis do orbe imenso,
Tens os beijos, os risos, as cantigas
De seus lábios de sangue !… Às vezes, penso
Que tu és, Pátria minha,branca fada
Boa e linda que Deus sonhou um dia,
Para lançar no mundo,ó Pátria amada
A beleza eterna, a arte, a poesia !…
Florbela Espanca - Trocando olhares - 19/06/1916

Esses dois foram musicados por Fagner


Fanatismo
Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida !
Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida !
"Tudo no mundo é frágil, tudo passa ..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !
E, olhos postos em ti, digo de rastros :
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ..."
Livro de Soror Saudade (1923)
Fumo
Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas,
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!
Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas...
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces, plenas de carinhos!
Os dias são Outonos: choram... choram...
Há crisântemos roxos que descoram...
Há murmúrios dolentes de segredos...
Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!...
Florbela Espanca


Poemas Áudio

Poemas de Florbela na voz de Miguel Falabella, são 8 arquivos de áudio cada um contendo 4 poesias no total de 32 poemas, abaixo a lista e os poemas escritos.

01 - Amar - Se tu viesses ver-me - O Nosso Mundo - Interrogação
02 - Minha Culpa - Para Que?! - Sem Remédio - Ser Poeta
03 - Languidez - O Nosso Livro - Blasfémia - Volúpia
04 - Versos de Orgulho - Impossivel - Angústia - Neurastenia
05 - Alma Perdida - Noite de Saudade - cinzento - Anoitecer
06 - Inconstância - Os Versos Que te Fiz - De Joelhos - Saudades
07 - Frieza - Tortura - A Minha Dor - A Noite Desce
08 - Desejos Vãos - Panteísmo - Minhas Ilusões - X
Links para download:
Há também CD do Marcos Assumpção que musicou poemas de Florbela Espanca

Link para o site do musico para maiores informações:


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

FOTOGRAFIA III

FOTOGRAFIA III
Os avanços tecnológicos da câmara escura
A princípio para melhora a imagem, diminuíram o orifício da câmara, mas isso resultou em imagens muito escurecidas (quanto menor o orifício, mais escura), dificultando a visualização pelos artistas.
Em 1550 o físico milanês Girolano Cardano, sugeriu o uso de lentes biconvexas junto ao orifício, permitindo desse modo aumentá-lo, para se obter uma imagem clara sem perder sua nitidez. Graças a capacidade de refração do vidro, ele converge os raios luminosos do objeto e cada ponto luminoso refletido corresponde a um ponto da imagem).
Outro problema surge quando percebe-se que não se obtêm imagens nítidas quando os objetos captados pelo visor estão a diferentes distâncias da lente; focando um objeto que está mais a frente, o de traz ficam desfocados(perdem a nitidez) e vice-versa. Danielo Barbaro no ano de 1568 menciona em seu livro “A prática da Perspectiva”, que variando o diâmetro do orifício, era possível melhorar a nitidez da imagem; este dispositivo instalado junto ao orifício foi o primeiro diafragma, quanto mais fechado o orifício maio a possibilidade de focalizar dois objetos à distâncias diferentes da lente.
Egnatio Danti, astrônomo e matemático florentino, em 1573, sugere em La perspecttiva di Euclide, sugere a utilização de um espelho concavo para reinverter a imagem. Friedrich Risner, em 1580 descreve uma câmara escura portátil, na obra Optics, publicada somente me 1606. Em 1620 Johann Kepler em sua viagem de inspeção pela Alta Áustria usava para fazer seu desenhos topográficos uma câmara escura em forma de tenda que era equipada com uma lente biconvexa e um espelho, para obter uma imagem no tabuleiro de desenho no seu interior.
O professor de matemática da Universidade de Altdorf, Daniel Schwenter em sua obra Deliciae physico-mathematicae em 1636, descreve um elaborado sistema de lentes que combinam três distâncias focais diferentes; sistema este que foi usado por Hans Hauer em sua panorâmica de Nuremberg. Em 1646, Athanasius Kircher, descreve sua câmara escura em forma de liteira. O professor de matemática Kaspar Schott de Wüzburgo, na obra Magia Optica de 1657, menciona que um viajante vindo da Espanha descrevera uma câmara escura que podia ser levada sob seu braço.
Antonio Canaletto, em 1665, utilizou uma câmara escura dotada de um sistema de lentes intercambiáveis como meio auxiliar de desenhos de vistas panorâmicas.
Johann Christoph Sturm – 1676 – na obra Collegium Experimentale sive curiosum, descreve e ilustra uma câmara escura que utilizava um espelho a 45 graus, que refletia a luz vinda da lente para um pergaminho azeitado colocado horizontalmente e uma carapuça de pano preto exterior funcionando como um parasol para melhorar a qualidade da visualização da imagem.
Johann Zhan, monge de Wüzburgo, em sua obra Oculus Arificialis teledioptricus (1685/1686) ilustrou-a com vários tipos de câmaras portáteis como o tipo reflex que possuía 23 cm de altura e 60 cm de largura






Fontes: www.kodak.com; www.wikipedia.org; www.cotianet.com.br; www.fujifilm.com.br.